domingo, novembro 06, 2005

A magia de um acorde solto crepuscular encerra todo o drama metamórfico da humanidade. Toda a concepção imesurável é sugerida, toda a definição está polvilhada de um acompanhamento ébrio, mais fino que o do ar, e conducente da extensão global, caótica, profana, sensível, promissora, sedutora, um vácuo magnético fundido com o encurtar das distâncias. O mote é simples, como uma válvula, e os pensamentos nascem precipitados, numa escadaria sem topo. Trepam-se degraus sem unicidade, mal conexos, pouco ou nada sólidos, em imensidão. Constroem-se algumas palavras que fragmentam a hipotética longínqua frase em vidro. Entretém-se camadas de carnaval com máscaras de rotatividade incontornável. Abana-se o leque da fornalha universal e sopram-se reparos à cascata implosiva. Desvanecem-se os objectivos quaisquer num impressionismo em dominó aleatório. Faz-se. Arrastos convulsos. Zombies. Berros ocos, distâncias surdas, fonemas loucos. bzbzbzbzbzbzbzbzbzbzbzbzzbzbzbz